Há pouca coisa a
se dizer sobre ela, porque a maioria delas sempre esteve encerrada num terreno
inalcançável para as palavras. E seu silêncio nunca deixou de carregar consigo
o mistério de céus noturnos mas estrelados. Da mesma maneira que brilha
ininterruptamente plural a sua força num olhar outono-veranil.
Porque ela abre delicada os caminhos para o sol de
seus desejos e paixões. E se parece em tudo com uma mulher sempre menina,
parada à beira do cais, em gesto de cumplicidade e reverência ao horizonte, que
sabe a curta distância de seus sorrisos – mas ela é mais, e muito. Toda
essência, é a menina que apaixona espelhos. E que sempre torna um ponto final
reticência, sem medida e completamente loucas as almas, pincelando a arco-íris
de seus olhares os dias. Ela não sai do pensamento, sublima a gente, é um verão de girassóis, nada dessas tantas metáforas falhas,
criadas pela linguagem na tentativa de exprimir tudo, a começar pelas
sensações. É impossível não cair por ela a cada trecho de vida que vira segundo
inesquecível, e de no se imaginar em seus lábios não derramar reticências que
não se esgotam na boca, alma e corpo. Não há descrição possível para torná-la
palpável ao tato das palavras, o que existe é ela em si, um poema sem fim,
sempre por vir, causando na gente um estado profundo de epifania.
Carrego
agora pensamentos de olheiras profundas, indagações mal-dormidas e problemas
mal-resolvidos. E este texto, que deveria ser um reclame contra falsas causas
(entenda-se Israel versus Faixa de Gaza, ou seja, todo esse horror que destrói
a humanidade que já nem temos em nós), não é senão um filme Polaroid da
tristeza que sinto.
As
únicas coisas que poderiam me fazer esquecer por um segundo das desordens da
vida não funcionam.
Rimbaud
falou da Ofélia de Shakespeare como se hipnotizado por alguma visão advinda do
canto das sereias, talvez Ligeia e sua sonoridade
terna; por que não?, as letras veladas dissecaram perfeitamente o momento ímpar
de Ofélia: tragédia e paixão. Mas agora a minha Iara se encontra encerrada num
silêncio maior que o da Ofélia de Shakespeare descrito por Rimbaud, e o que é
pior, maior ainda que o silêncio em que o próprio Rimbaud se encerrou, e sei do
canto de Ligeia incapaz em lhe deitar na alma paz
alguma.
Como
um céu sem sol e perspectivas, puro chumbo e zinco, ela está triste.
E
esta última palavra, pra falar a verdade, não exprime o que de verdade sente.
Rememorando
a cada instante seus traços, morro lentamente, de saber que no presente não
refletem a beleza quase selvagem de sua alegria.
E
tudo rasga fundo, descerrando o abismo e o vazio que sou em essência.
As
impressões sobre ela, resgatadas de toda uma safra de poetas malditos que
entraram pra história da Literatura através de um mega-roubo realizado contra
mim, só me estiolam mais. Porque descerrado nesse abismo e vazio que somente sou, não
posso lhe apresentar nem um por cento dos engenhos literários de João Cabral e
de um rol sem tamanho de artistas que registraram em muitas páginas já perdidas
pela imensa Via Láctea alguns dos horizontes de sua existência, como, por
exemplo, Jorge de Lima em ‹‹Tudo é relativo/ e incerto no mundo./ Também tuas sobrancelhas/
parecem asas abertas››.
Agora
só consigo pensar que levava comigo grandes quantidades de coquetel molotov pro melhor abrigo já oferecido.
E
não suporto mais saber de seu olhar – verão esmaecido na força de um outono
esverdeado em primavera – destituído de toda sua força e brilho.
a insônia
desperta novamente antes de eu conseguir adormecer num sonho qualquer.
O verão poderia ser sua desculpa
e sim
você também
sairia da cama
mas não me
importa pensar nisso
é no que quero
acreditar ao menos quando acendo a televisão pressionando “power” no controle remoto
o DVD
também se acende no final de um filme que fiquei por ver
deixo tudo
funcionando sozinho com um “mute”
estratégico na garganta do controle remoto.
Destranco a porta.
Lá fora
por entre a fumaça de Hollywood e a
poluição de nossos excessos disfarçados de tecnologia penso
“quem mais, além de mim, repudiaria meus vícios?”
olhando uma estrela que
não sei há quanto tempo deixou de existir
insistindo luz contra nosso
tempo sem trégua nenhuma.
Esmagando a fumaça do Hollywood,
volto pra dentro de casa
tevê calada,
saídas algemadas, me abandono na cama, fingindo pensar mais uma
sílaba de “...outros blues pesados”, reclames de um texto
contra falsas causas planejado pra cá ao invés dessas palavras
sem vácuo
quando imagino em
realidade uma menina-quimera que me mata em qualquer silêncio
e ao invés de sono, pesadelos e até mesmo
sonhos, a noite choveu mais água e insônia
de manhã já achava que se continuasse assim
choveria céus e nuvens
mas não aconteceu
e da sacada eu (re)via
a mesma chuva calada
pingando na murada de onde eu me afastava o
máximo que podia para não molhar os pensamentos
eu não sabia de que lugar vinha toda aquela
letargia me nublando as idéias
me estapeando na cara
incertezas que não deveriam me importar
me fazendo olhar longe e
nada enxergar
sentindo uma espécie de caos latejando o pulso
ri ironicamente
pra [tentar] quebrar o medo do futuro atrás
da porta do [que apelidamos] amanhã
e o momento criou mais uma piada para
risadas irônicas:
por que, afinal, afinal de contas, o que
é tudo isso?,
trauma pós-réveillon?
a graça (?) da piada se foi rápida
e sem improviso pro acaso
fui desmantelado por aquele caos de
reclames que exigiam respostas imediatas
demorou pras respostas começarem a ficar de bem comigo, para me deixarem entender a fúria avessa de estar perto do coração selvagem da vida
e ir terno
abandonado de guarda-chuvas
abandonado de guarda-chuvas
na conclusão alcançada, quase reticente
dessa experiência
sensorial (difusa à razão)
pra me sentir menos (ou mais?) imigrante de
mim mesmo
pra enfim sentir o ritmo do descompasso, o
cais das tardes, a madrugada das noites, o frescor sutil porém urgente das manhãs
e, dentre tantas reticências e etcéteras, o sorriso dos olhares que soa lume pros dias
e enfim largar-me de todo no rebentar de idéias e
dias sem guarda-sóis ou guarda-chuvas
me
dê
um beijo meu amor
só eu vejo o mundo com meus olhos
me dê um beijo meu amor
hoje eu tenho cem anos
hoje eu tenho cem anos
e meu coração bate como um pandeiro
num
samba dobrado
vou pisando o asfalto entre os automóveis
mesmo o mais sozinho nunca fica só
sempre haverá um idiota ao redor
me
dê
um beijo meu amor
os sinais estão fechados
e trago no bolso uns trocados pro café
e o futuro se anuncia no outdoor luminoso
luminoso o futuro se anuncia no outdoor
há
tantos reclames pelo céu
quase
tanto quanto nuvens
um
homem grave vende risos
a voz da noite se insinua
e aquele filme não sai da minha cabeça
rumino versos de um
velho bardo
parece fome o que eu sinto
eu sinto como se eu seguisse
os meus sapatos por aí
há alguns dias atrás vendi minhalma
a um velho apache
não é que eu ache
que o mundo tenha salvação
mas como diria o intrépido caubói
fitando o bandido indócil
a alma é o segredo
a alma é o segredo
a alma é o segredo do negócio
]
"[...]
Então vem 'Balada
do Asfalto', a canção-mote do disco, a carta de intenções do compositor,
menestrel perdido e desadaptado debaixo do bombardeio
de informações sem qualidade, da poluição amoral e cínica da publicidade
invadindo o espaço público, antes reservado ao sonho e ao lazer, à poesia e ao
passeio de domingo. O sonho acabou e o poeta mostra saber disso, mas parece
querer mostrar que outros sonhos ainda são possíveis. Nesta canção, Zeca retoma um verso-emblema de 'Líricas', escondido em uma
vinheta três minutos após o fim daquele disco - 'a alma é o segredo do negócio'.”¹
| ...clique para ouvir |
Meu bem, não
esquenta com o meu olhar. Mistério pra ver além, dúbio, impreciso sempre;
mistério pra valer, e afastar lentamente da cara (como possível) o véu da
cegueira maquinal desses dias infernais. Mas vai ver nem é isso, agora esquece
tudo, deixa pra lá, corre e vem me ver bem em meio ao caos.
Hoje gargalho um
desdém frente o calendário: não sou eu o devorado pelo tempo, mas sim essa
sociedade do espetáculo, mediatizada, girando em espiral
sem saída por essa mediocracia.
Séculos e papiros refratariam uma senilidade plena talhada em mim, se vistos através
de um espelho, mas refletem [um pouco d]o que sou – um
hotel de almas – se vistos como você sabe ver, bem, morando em mim os lábios:
um hotel de almas perdidas e danadas vivendo acelerado à procura de algo que
não sabe bem o que é.
Aperto o passo
nem sei bem por quê. Mas, bem, meu bem, me diz por que nessa cidade os sinais
estão sempre fechados? Corto meu destino por entre os carros e suas buzinas, e
apalpo o bolso pensando que a solidão vivida aqui é a única coisa compartilhada
entre as gentes – a cada dia mais profunda e cancerosa por
nunca admitirmos ou encararmos o fato. Num outdoor luminoso, o futuro se
oferece à venda (assim como – garantem – a felicidade), mas enquanto luminoso o
futuro se anuncia no outdoor, em meu bolso os únicos trocados que sobram mal
dão pro café.
Quando a noite despenca
dos céus, cobrindo com algum estilo nossa paisagem cinza, é ainda mais triste a
cena de um homem enganado e frustrado vendendo risos – tão ou mais triste quanto
saber que hoje vivemos absolutamente atolados num mundo de negócios do qual em
nada adianta procurar ficar à margem (tudo agora é margem e província...), e em
meio a tantos reclames que pedem respostas imediatas, “a única escolha que
temos é a forma de pagamento”2.
Por isso, me dê um beijo,
demorado como o dia, pra me tirar dessa disritmia. E me leva pra outra sessão
caseira (com pipocas e teu olhar) de Não
por acaso, que esse filme não sai da minha cabeça. Eu rumino versos de um
velho bardo, Byron ou Shakespeare?, me diz você (mas
antes recita um pouquinho só de Hamlet
no original pra mim, sotaque incluso)... E se puder, me mata essa antropofagia
de você, pelo menos por hoje, enquanto eu sinto como se seguisse os meus sapatos
por aí, reparando que nem eu, hotel de almas violentas e danadas, nem aquele bom e velho apache, ou mesmo o intrépido caubói na mira do bandido indócil, saímos perdendo ao acreditar que
a alma é o segredo do negócio.
1 Dionísio da Cruz.
Poeta e jornalista. Junho/2005.
2 Humberto Gessinger. Fusão à frio. Dançando no Campo Minado.
Aos poucos vou arrumando a casa. Baladas e sentimentos espalhados como poeira pelos cômodos. Vou lendo o Cony de Quase Memória, seu livro de quase-ficção, quase-romance. O texto vai me seduzindo os pensamentos. E pra ajudar, Adriana, a Calcanhotto, não satisfeita com as sereias de voz e outros mares de seu canto, se lança num livro que abre um pouco mais o seu leque de belezas. Saga Lusa - O relato de uma viagem. Em sua página, e em diversas outras, há trechos e inclusive documentos de texto pra download de pedaços d'O relato. Horas matadas na embriaguez que ela me proporciona - daí foram fotos e mais fotos (ela, muito bonita no Maré inteiro), textos, letras e poemas. Depois olho o tempo, mudou drasticamente, um escuro encheu de tempestade as nuvens, o dia e também a mim. Na verdade, nesse último caso não é bem assim, eu já não ia bem, tristeza de não saber fazer bem às pessoas de quem mais se gosta. Tristeza de saber que atropelo, acelerado, tudo o que não precisava ser como acaba sendo depois dos sinais vermelhos atravessados sem olhar pra trás, nem pros lados, num desrespeito total aos sinais de trânsito e à lei da infinita highway. No fim, o motor estourado. A corrida deixou feridos. A tristeza, angústia em estado bruto. Resto num skap idiota, que não lembra em nada Baleiro (porque ele tem uma música com esse título), nem no escape que se pretende ao expor a maneira como o acidente afetou os tantos (aqui os menos visíveis) eventos de meus dias. No trecho do comentário de Luiz Tenório Oliveira Lima ao Saga Lusa reconheci a maneira como me encontro: "Pode-se dizer que em alguns momentos da vida nos encontramos numa espécie de 'farmácia', na qual se torna difícil, e às vezes impossível, separar o remédio do veneno. O verdadeiro e o falso. O crédito da palavra e a palavra desacreditada[...]". Adriana sofreu um surto psicótico na turnê de Maré, seu álbum mais recente, em Portugal. Luiz Tenório continua seu comentário sobre O relato dizendo que, para a Adriana, o livro parece "uma inequívoca alternativa para a solução desse problema. O remédio, o veneno e seu antídoto". Adriana não diz nada pra complementar, apenas expõe parte do livro, já basta: “Acordo de (mais) um pesadelo, em prantos, banhada de suor, sentindo um cheiro insuportável dentro do nariz, não de fora, nas narinas secas, arrepios pelo corpo. Vou pro espelho esperando ver um urso panda em trajes psicodélicos, e minhas pupilas são agora dois pires de tão dilatadas. Caralho, e agora?”.Mas escrever, pra mim, sempre foi uma incógnita.
Maré é o disco "mar adentro" da trilogia iniciada com Marítimo (1998). Agora é deixar esse mar pegar fundo na gente e esperar pelo terceiro. Próximo post retomo a interpretação particular do Baladas do Asfalto & Outros Blues.
Largo aqui um poema como se nada esperasse. E escuto a máquina de escrever de Cummings a datilografar, sussurros, ecos de tinta, letras pegando-se ao papel.
nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa
ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas.
O meu conhecimento sobre poesia é um abismo, desde sempre. O que é ótimo. Mas deixo num parêntese de reticência esse abismo. Que importa é que chegam a mim os poetas certos. Toda uma estirpe de "escravos duma paixão sem guia", como Rimbaud; visionários. Cummings é dessas boas notícias, também atingindo o desconhecido através do desregramento de todos os sentidos. E me assaltou os dias inesperadamente. Junto a seu eco de linguagens imprimiu ao papel de minhas sensações mais cor e singularidade - a algumas delas principalmente.
O mais engraçado ao ler e reler Cummings é que percebi como que, ao léu, ao acaso, ele tem a ver com o trabalho que tento desenvolver aqui, com a tradução das músicas do cedê Baladas do Asfalto & Outros Blues. Isso porque Cummings é um poeta das sensações e também um dos poetas de Baleiro . Assim, quando na mente já via o ritmo desse poema tomando som, forma, corpo, despertando, sem me largar intimidades, percebo: "porra, mas já ouvi essa música ecoando em algum lugar...". E a memória me remete ao Baleiro do Líricas. Fui ouvir: a música chama-se "Nalgum lugar", faixa 7. É escutar o próprio fôlego do poema.
Quanto ao meu trabalho aqui, (somente posso dizer que) fico chateado em ver que não consegui o resultado esperado na tradução da primeira faixa do disco Baladas... Mas também, o que eu quero, dizer o que se ele já disse tudo com a música?, harmonizando noites, blues e asfaltos.
[Bruno Souto]
Mas para cessar palavras tão rasas quanto às minhas sobre o assunto, ficam o poema do Cummings, o link da música para quem quiser ouvir o poema por Baleiro e alguns comentários sobre a produção da canção, por ele mesmo:
"há muitos anos, vi no cinema “hannah e suas irmãs”, filme de woody allen, em que o personagem de michael caine, apaixonado pela irmã de sua mulher, a presenteia com um livro do poeta americano e.e. cummings. a certa altura, ela abre o livro e lê um poema de amor lírico e comovente. passei muito tempo com o eco daquele poema na minha memória até que caísse em minhas mãos um livro com a obra de cummings traduzida por augusto de campos. e então deu-se a mágica": Nalgum Lugar.
enquanto te desejo
me vejo chorando no meio da rua
beijo teu sorriso num dia de sol
que entra pela porta
e canta pela janela
a noite mãe do dia
molhava tua boca
na língua da poesia
oh meu grande amor de versos perdidos
murmurando na chuva como um refrão
que só faz sentido
no fundo da cama
]
Palavras
são desespero, tradução em
vestígios, ruínas exasperadas de anseios por desvendar - fragmentos
de pele e muito mais em garranchos de tinta e letras. Eis então o meu
fôlego, precário, perecível, falível,
transitório e infeliz; fugaz, mas vital pra mim.
Para
ti o fôlego são outros oxigênios, em nada artificiais. Deixas
a se erguer por sobre o disco estático do mundo teu corpo - e ele se
apresenta vertical, um horizonte: fibras e profundeza, profundidade, girassol
em órbita, sinceridade rara.
Com
todos esses pensamentos falhos (por serem ridicularmente
menores que as imagens deslumbrantes de teu semblante) atados aos pés,
te vislumbro num desejo sem chão. As ruas
são noturnas e me tragam perdido em suas noites. No meio de uma especialmente
enegrecida, me pego vulto viajado pelas calçadas, meio que por
aí, a tua procura, quase canção esgarçada e Janis Joplin, blues/rock bêbado, rouco, cambaleando desejo e
qualquer melancolia na ausência de tua essência.
Depois
sol.
Porém um instante apenas, quando a memória toca meus
lábios em teu sorriso. Então noite alta, a mesma de dedos e
toques feito poemas, feito Cummings, Maiakovski, Leminski,
feito Ana Cristina Cesar, Manoel de Barros e Hilda Hilst, ..., pinta teu lábio
àmaquilagem de seda e
poesia já desconhecidas.
Passado
o apenas do sol estou noturno novamente, vulto às ruas escuras, cheias
de vagas enlouquecidas, chovendo ânsias em desarmonia e versos desertos de
sentidos.
23 anos + promessa de não cortar mais o cabelo.
E de ler muito. Escrever?, será?, tomara. Misto de solidões e companhias,
palavras e livros, cinemas e músicas, adoro ver poemas nas pessoas
(e pessoas nos poemas), prazer, me chamam Calebe.
Esta página chama-se Abstraktus e aborda os temas mais descabidos do/pelo autor.
No momento, é uma experiência litero-musical, onde o autor procura traduzir melodias,
letras e vozes de um cedê, Baladas do Asfalto & Outros Blues - Zeca Baleiro -, para textos literários (será que consegue?).
A imagem de plano de fundo desta página chama-se Night Lights e, infelizmente,
em nenhum dos sites de pesquisa foi possível encontrar mais informações sobre a mesma.
A imagem também foi editada toscamente pelo autor do blog, que aproveita para se desculpar com seu desconhecido criador.